Atividade debate assédio moral e cobra respeito aos direitos dos bancários no Safra
- daianicerezer
- há 2 horas
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O combate ao assédio moral, às metas abusivas e a outros descumprimentos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária é uma prioridade permanente na atuação do movimento sindical. Nesse sentido, atendendo às demandas dos trabalhadores, o Banco Safra promoveu um encontro com funcionários para tratar do tema e discutir práticas no ambiente de trabalho.

A atividade abordou assédio moral, assédio sexual e outras formas de violência no trabalho previstas na CCT da categoria, além de práticas relacionadas ao monitoramento de resultados e à exposição de ranking individual de desempenho, conduta expressamente vedada pela Convenção Coletiva dos bancários.

Durante a atividade na agência, dirigentes sindicais reforçaram que o enfrentamento ao assédio moral precisa sair do discurso e se traduzir em mudanças concretas no cotidiano das agências. O assédio moral no trabalho, conforme definição da Organização Internacional do Trabalho (OIT), caracteriza-se por condutas repetitivas que expõem o trabalhador a situações humilhantes, constrangedoras ou desestabilizadoras.

No debate com os trabalhadores, foi destacado que, no setor bancário, é fundamental fazer uma distinção clara: cobrança por metas faz parte da atividade, mas humilhação e constrangimento não. A gestão envolve acompanhamento e avaliação de desempenho, porém ultrapassa qualquer limite quando a cobrança se transforma em exposição pública de resultados individuais, comparações constrangedoras, ameaças veladas ou pressão permanente.

O sindicato também chamou atenção para a naturalização de práticas abusivas dentro das agências. Argumentos como “sempre foi assim” ou “o mercado é competitivo” não podem servir de justificativa para violar direitos ou colocar em risco a saúde dos trabalhadores.

Outro ponto enfatizado foi o impacto direto dessas práticas na saúde física e mental da categoria. Ambientes marcados por pressão abusiva aumentam o adoecimento, ampliam os afastamentos e deterioram o clima organizacional. Além de desrespeitar os trabalhadores, esse tipo de prática demonstra uma visão de gestão ultrapassada e baseada no medo.
Para o movimento sindical, combater o assédio moral não enfraquece a gestão, ao contrário, fortalece relações de trabalho mais justas e sustentáveis. O sindicato seguirá vigilante, acompanhando as práticas nas agências e cobrando dos bancos o cumprimento integral da Convenção Coletiva e o respeito à dignidade dos bancários e bancárias.
A mensagem deixada durante a atividade foi clara: metas podem ser instrumentos de gestão, mas o respeito aos trabalhadores é um limite que não pode ser ultrapassado.

Participaram da atividade representando o Sintrafi Floripa, Cleberson Pacheco Eichholz, Edmilson Crispim de Souza, Luiz Fernando Moreira e Ederson da Silva Guioti, além do assessor de saúde, André Guerra.


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