top of page
  • medeirossilvia

Banrisul nega metas abusivas, não recua e debate fica congelado



Após uma exaustiva reunião, na tarde desta terça-feira (05/12), os negociadores do Banrisul mantiveram a mesma postura da reunião anterior: não desvincular o fator adimplência da contagem de pontos para atingimento de metas e negar que haja pontuação negativa.

Representantes dos(as) trabalhadores(as) deram vários exemplos em que ocorre a aplicação da "meta negativa" no cotidiano e foram incisivos em dizer que não vão aceitar tal prática, assim como o fato da pontuação estar atrelada à adimplência do cliente. "O bancário não pode ser punido porque o cliente pagou um empréstimo antecipado ou porque desistiu de um produto. Além disso, voltamos a dizer: o modelo de metas que está posto não beneficiou sequer o banco. Por que insistir em algo que não está dando certo para nenhuma das partes?", indagou Raquel Gil de Oliveira, diretora da Fetrafi-RS, que definiu o sistema de metas atual como "perverso".


O presidente do SindBancários Poa e Região, Luciano Fetzner, citou mais uma vez a existência de uma tabela de pontuação negativa, que varia de acordo com o produto a ser vendido. "As metas negativas existem e não adianta o banco negar, porque não vai resolver o problema. Isso não é justo e é passível de discussão para além dessa mesa. E usar a adimplência como fator determinante da pontuação também não é razoável. Estamos a duas reuniões debatendo a mesma coisa e não saímos do lugar", lembrou.


A direção do banco apresentou um levantamento do número de empregados(as) afastados por acidente ou saúde, mas o movimento sindical considera que os dados apresentados não refletem a realidade. "Tem muita gente que desenvolve doenças por causa do estresse do trabalho, mas no final, os fatores determinantes não constam nos laudos e os casos entram para as estatísticas comuns do INSS. Sem falar nos que estão trabalhando sob efeito de medicamentos pesados", argumentou Ana Betim, diretora da Fetrafi-RS. Ao completar o argumento da colega, Raquel Gil pediu que o Banrisul realize uma pesquisa para saber quantos(as) empregados(as) atualmente utilizam antidepressivos ou ansiolíticos para dar conta das metas abusivas impostas pelo banco. 


No final, os negociadores do Banrisul admitiram que não haviam entendido bem a "meta negativa" e que agora, com todos os exemplos dados pelos sindicalistas, a questão seria novamente levada à direção geral e que até dia 07/12 dariam um retorno para o movimento sindical. 

 

Texto: Maricélia Pinheiro/Verdeperto Comunicação

5 visualizações0 comentário
bottom of page