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Comando Nacional e Fenaban voltam à mesa de negociações e bancos não apresentam propostas


Nesta terça-feira, 4, o Comando Nacional dos Bancários e os representantes da Fenaban voltaram à mesa de negociações, dando continuidade ao processo de debate das reivindicações da categoria.


Nas rodadas anteriores, foram discutidos diversos temas de interesse dos bancários e bancárias, definidos pela categoria durante a Conferência Nacional e que compõem a Minuta Nacional de Reivindicações.


Entre as principais pautas estão o fim do fechamento de agências e das demissões, a ampliação das oportunidades, a valorização dos salários e da carreira, melhores condições de trabalho, mais segurança e, principalmente, medidas efetivas de prevenção e proteção à saúde dos trabalhadores, além do combate ao assédio e às cobranças abusivas por metas.


Logo no início da reunião, os representantes dos bancários cobraram respostas concretas dos bancos e reforçaram a expectativa da categoria de que a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e dos acordos específicos resulte em avanços que representem uma justa contrapartida ao trabalho realizado diariamente por bancárias e bancários em todo o país.


A convite da Fenaban, participou desta rodada Carolina Cavenaghi, da FIN4SHE, empresa especializada em inclusão e valorização das mulheres nas organizações. O debate abordou a importância da diversidade no ambiente de trabalho e a necessidade de ampliar a contratação, a capacitação, a igualdade de oportunidades e a ascensão das mulheres no Sistema Financeiro.


Ao tratar das questões econômicas, os representantes dos bancos apresentaram uma série de dados para sustentar a alegação de que o Sistema Financeiro enfrenta um cenário de maior concorrência, o que, segundo eles, dificultaria o atendimento às reivindicações de valorização dos pisos, salários, benefícios e da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).


Diante desse cenário, afirmaram que ainda não reuniam condições de apresentar uma proposta econômica, assumindo o compromisso de construir e apresentar, na próxima rodada de negociações, uma proposta global para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho.


O Comando Nacional contestou os argumentos apresentados, ressaltando que comparações setoriais precisam considerar as características específicas de cada atividade econômica. Também reforçou que, diante dos elevados lucros obtidos pelos bancos, a valorização da categoria não representa um custo excessivo, mas sim o justo reconhecimento do trabalho de milhares de bancárias e bancários que constroem esses resultados diariamente.


Para o presidente do Sintrafi Floripa, Cleberson Eichholz, a postura dos bancos reforça a necessidade de intensificar a mobilização. "Nenhum direito é conquistado apenas na mesa de negociação. Se os bancos alegam dificuldades para apresentar uma proposta econômica, cabe à categoria demonstrar, por meio da mobilização, que a valorização dos trabalhadores, a preservação dos empregos e melhores condições de trabalho são prioridades inegociáveis. Quanto maior for nossa participação, maior será nossa força para avançar nas negociações."


Já o coordenador da Fetrafi-SC, Marco Silvano, destacou a importância de os bancários acompanharem de perto as atividades organizadas pelo movimento sindical. "É fundamental que a categoria acompanhe as atividades dos sindicatos e participe dos espaços de debate e mobilização. Reforçamos o convite para que todos estejam presentes na Audiência Pública que será realizada na ALESC. A defesa dos empregos, das agências e de um sistema financeiro comprometido com a sociedade depende do envolvimento de cada bancária e de cada bancário."


Diante da ausência de uma proposta econômica e do compromisso assumido pela Fenaban de apresentar uma proposta global na próxima rodada, prevista para o dia 13 de agosto, o Comando Nacional reforçou que somente uma categoria mobilizada será capaz de pressionar os bancos a avançarem nas negociações. Agora é o momento de fortalecer a unidade, ampliar a participação nas atividades promovidas pelos sindicatos e ocupar todos os espaços de mobilização. Somente com organização, unidade e pressão será possível conquistar valorização, preservar empregos, ampliar direitos e garantir uma proposta compatível com a importância da categoria para os resultados do sistema financeiro.

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