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Inflação do aluguel fecha o ano de 2023 com queda de 3,18%


O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), popularmente conhecido como inflação do aluguel, pois o indicador costuma ser usado no cálculo dos reajustes anuais, fechou 2023 com queda de 3,18%, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O percentual é o menor resultado da série histórica, desde que foi criado em 1940.

Em dezembro o índice ficou em 0,74%. No mês de novembro de 2023, o IGP-M variou 0,59%, após subir 0,50% em outubro. Em novembro de 2022, o índice havia caído -0,56% e acumulava alta de 5,90% em 12 meses.

O resultado de 2023 marca uma inflexão do índice, que chegou a fechar 2020 em 23,14%. O ano de 2021 também ficou na casa de dois dígitos, 17,78%. Já o ano passado sinalizou desaceleração, ou seja, inflação menor, mas ainda positiva, ficando em 5,45%.

Como o IGP-M é calculado

O IGP-M é calculado com base em três grupos de preços – para o produtor, para o consumidor e para a construção civil. O IGP-M é calculado através da combinação de três índices distintos. Cada um desses itens tem um peso diferente no cálculo final.

IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) – 60% de peso: monitora variações dos preços dos produtos industriais e agropecuários nas transações entre empresas.

INCC (Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado) – 10%: acompanha os custos de construções habitacionais, incluindo mão de obra especializada, nas sete principais capitais do país (Brasília, Porto Alegre, Salvador, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo).

IPC (Índice de Preços ao Consumidor – Mercado) – 30%: variação de preços das principais despesas do consumidor final. Alguns exemplos são: alimentação, transporte, educação, saúde, vestuário, entre outros.

A maior influência em dezembro de 2023, veio do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que recuou 5% - também a menor taxa da série histórica. Dentro desse componente, as maiores contribuições para a deflação foram soja (-21,92%), milho (-30,02%) e óleo diesel (-16,57%).

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) 2023, que afeta mais diretamente as famílias teve, em dezembro, queda de seis das oito classes de despesa componentes do índice. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação, cuja taxa de variação passou de 2,05% para 0,65%. Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item passagem aérea, cujo preço subiu 3,10%, ante 11,44%, na edição anterior.

Também apresentaram recuo em suas taxas de variação os grupos: Saúde e Cuidados Pessoais (0,29% para -0,32%), Despesas Diversas (1,29% para 0,07%), Comunicação (-0,05% para -0,39%), Alimentação (0,58% para 0,55%) e Vestuário (0,09% para 0,00%).

Vale destacar o comportamento dos seguintes itens dentro dessas classes de despesa: perfume (-1,28% para -8,00%), serviços bancários (2,19% para 0,15%), tarifa de telefone residencial (-0,29% para -2,46%), hortaliças e legumes (7,58% para 2,65%) e relógios e bijuterias (0,99% para -0,55%).

Em contrapartida, os grupos Transportes (-0,25% para -0,15%) e Habitação (0,20% para 0,23%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale mencionar os seguintes itens: gasolina (-1,83% para -1,08%) e aluguel residencial (-0,19% para 0,51%).

No ano o IPC fechou com alta de 3,4%. As maiores influências partiram dos itens gasolina (11,08%), plano de saúde (10,36%) e aluguel residencial (7,15%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) termina 2023 com alta de 3.32%.

Para o cálculo do IGP-M foram comparados os preços coletados no período de 21 de novembro de 2023 a 20 de dezembro de 2023 (período de referência) com os preços coletados do período de 21 de outubro de 2023 a 20 de novembro de 2023 (período base).

Como ficam os reajustes dos aluguéis

O indicador costuma ser o preferido do mercado imobiliário, já que a divulgação ocorre dentro do mês de referência. O reajuste do aluguel pode ser feito apenas no aniversário do contrato

O IGP-M negativo não é certeza de que os contratos de aluguel serão reajustados para baixo. Isso acontece porque alguns contratos incluem a expressão “reajuste conforme variação positiva do IGP-M” no documento, o que faz, na prática, que só haja reajuste se o índice for positivo.

Com informações da FGV e UOL

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