top of page

A Caixa precisa respeitar seus empregados e a decisão das assembleias

há 43 minutos
2 min de leitura

É lamentável a postura adotada pela Caixa Econômica Federal diante do atual processo de negociação coletiva. A comunicação emitida pela empresa, ao anunciar a retirada de direitos e benefícios imediatamente após a decisão dos empregados em assembleia, representa não apenas uma demonstração de intransigência na mesa de negociação, mas também um preocupante desrespeito à vontade soberana da categoria.


Os empregados da Caixa exerceram democraticamente seu direito de deliberar sobre a proposta apresentada pela empresa. A rejeição foi uma decisão legítima, tomada coletivamente e dentro das regras estabelecidas no processo de negociação. A resposta da Caixa, entretanto, foi anunciar medidas que atingem diretamente trabalhadores, aposentados e dependentes, utilizando direitos e benefícios como instrumento de pressão.


Não é aceitável que uma instituição do porte e da importância social da Caixa Econômica Federal responda a uma decisão democrática de seus empregados com medidas que ampliam a insegurança e penalizam justamente aqueles que estão reivindicando a continuidade de seus direitos.


Causa ainda maior preocupação o tratamento dispensado ao Saúde CAIXA, um patrimônio construído ao longo de décadas e fundamental para milhares de famílias. Transformar a continuidade da assistência à saúde em uma espécie de contagem regressiva, vinculada ao encerramento das negociações coletivas, é uma postura que merece nossa mais firme contestação.


Também é preciso registrar ser inadmissível o fato de esse conflito ocorrer justamente em um momento em que o país é governado por um projeto progressista, eleito democraticamente e que historicamente se apresentou como defensor do diálogo, da negociação coletiva, dos direitos trabalhistas e da valorização dos trabalhadores.


Esperamos, portanto, que prevaleça o bom senso e que a direção da Caixa reveja imediatamente essa postura. Um banco público deve ser exemplo de diálogo, respeito às relações de trabalho e valorização de seus empregados e não utilizar a retirada de direitos como mecanismo de pressão durante uma negociação.


Os empregados da Caixa não estão pedindo privilégios. Estão defendendo direitos, condições dignas de trabalho, assistência à saúde e o respeito às decisões democraticamente construídas pela categoria.


A Caixa precisa voltar à mesa de negociação com disposição para construir soluções, sem truculência.


A luta continua. E continuará sendo conduzida com responsabilidade, unidade e respeito à democracia construída pelos próprios empregados.



Comentários


bottom of page