Acordo Coletivo de Trabalho do Banrisul é debatido em Plenária Estadual
- daianicerezer
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Trabalhadores do Banrisul esclarecem dúvidas sobre o ACT aditivo à CCT e debatem propostas para a minuta de reivindicações

O Acordo Coletivo de Trabalho do Banrisul, aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho do banco, foi tema de debate na Plenária Estadual virtual realizada pela Fetrafi-SC na noite desta terça-feira, 7. Discutir as questões específicas do banco para atualizar a minuta de reivindicações dos colegas foi o principal objetivo da atividade.
A abertura da plenária foi feita pelo presidente do Sintrafi Floripa, Cleberson Pacheco Eichholz, funcionário do Banrisul, representante de Santa Catarina na Comissão de Organização dos Empregados (COE) Banrisul e integrante do Comando Nacional dos Bancários. O dirigente apresentou aos participantes o convidado Luciano Fetzner, presidente do SindBancários Porto Alegre, também integrante do Comando Nacional e um dos coordenadores da COE Banrisul.
Um vídeo explicativo sobre o processo organizativo da categoria bancária foi apresentado, assim como o funcionamento da representação sindical e seu papel nas negociações com o banco, esclarecendo as etapas da campanha nacional dos bancários.
Em um primeiro momento, Eichholz explicou que o objetivo da pauta de reivindicações é melhorar as relações de trabalho entre os empregados e o Banrisul, renovar e aperfeiçoar o Acordo Coletivo de Trabalho, garantir avanços nas condições de trabalho e remuneração e atualizar valores com base no INPC e nas demandas da categoria. Ele também citou cinco acordos atualmente firmados entre os sindicatos e o banco: reestruturação, teletrabalho, ponto eletrônico, Programa de Participação nos Resultados (PPR) e o ACT aditivo à Convenção Coletiva.
O dirigente de Santa Catarina aprofundou um dos temas mais recentes de negociação com o banco, que é a reestruturação. Ele explicou que o debate teve início em 2010, quando o tema do plano de carreira começou a ser tratado, mas sem grandes avanços nas negociações. Por conta disso, desde então, uma série de ações foi interpelada na Justiça do Trabalho para pressionar o banco a avançar nessa pauta, o que acabou contribuindo para que os ajustes de jornada para seis horas, sem redução de salário, avançassem.
Na avaliação do dirigente, “é muito importante que as pessoas tenham conhecimento disso, porque isso não foi fruto do acaso ou da bondade da gestão atual do Banrisul, mas de um processo de enfrentamento construído ao longo dos anos e que, graças à pressão do movimento sindical, junto com os banrisulenses, conseguimos evoluir para a discussão atual que culminou no acordo de reestruturação”.
Fetzner aproveitou a oportunidade para explicar aos participantes o funcionamento e a importância da COE, além de fazer uma breve análise da conjuntura política atual. Ele destacou que o Banrisul, por ser um banco público estadual, sempre é alvo de debate nas campanhas eleitorais do Rio Grande do Sul. “O governo do Estado do RS é o sócio majoritário do Banrisul, portanto este é um tema que não tem como ficar fora da campanha salarial”, afirmou, destacando também a importância de fortalecer a defesa do banco público.
Como exemplo, recordou que “na última eleição conseguimos pautar o debate sobre o Banrisul ao ponto de os dois candidatos que foram para o segundo turno afirmarem que o banco seguiria público em suas gestões”. Para ele, este é o principal tema da campanha deste ano.
Eichholz seguiu na mesma linha em defesa do banco, ressaltando que “todo o resto do nosso debate não serve para nada se o Banrisul não existir mais. Então, esta é a nossa pauta de prioridade zero. Temos que apostar na defesa da manutenção do Banrisul público para que todos os acordos firmados com o banco se sustentem e possam se manter. É fundamental que todos tenham em mente que esta não é uma campanha de ameaça dos sindicatos para criar terror ou pânico na sociedade de que o banco pode ser privatizado. Basta olhar para a realidade do que aconteceu no RS: só sobrou o Banrisul. O governo que faz a gestão atual só não privatizou o banco porque estamos construindo, ao longo dos últimos anos, um ambiente de defesa do banco capaz de pressionar, independentemente de qual seja o viés político do governante de plantão, a se posicionar na contramão da privatização. Isso aconteceu graças à luta e à capacidade de mobilização do movimento sindical.”
Ao final da atividade, o dirigente do SEEB Blumenau, Gleison Miozzo, reforçou a importância da participação dos bancários nos espaços de debate e construção da pauta da categoria. “É fundamental que os colegas participem das plenárias e dos encontros, pois é nesses espaços que construímos coletivamente nossas reivindicações e fortalecemos a organização da categoria. Quanto maior a participação, mais legitimidade e força teremos nas negociações com os bancos”, destacou Gleison que também faz parte da COE Banrisul como representante da Fetrafi-SC.
A CABERGS também foi ponto de debate, assim como outros temas aprofundados durante a discussão aberta aos participantes. Os assuntos tratados nesta plenária serão levados para a 28ª Conferência Estadual dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Santa Catarina, que acontece de 24 a 26 de abril, em Fraiburgo. Já no final de junho, haverá nova oportunidade de aprofundar as questões específicas do banco no Encontro Nacional do Banrisul, que acontecerá em Porto Alegre.
Confira o calendário das próximas Plenárias Estaduais:
08/04 às 19h – Banco do Brasil
09/04 às 19h – Caixa Econômica Federal
10/04 às 18h – Bradesco


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