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Comando Nacional debate emprego antes da segunda rodada de negociação com a Fenaban


Na tarde desta segunda-feira, 6, o Comando Nacional dos Bancários esteve reunido para debater a situação do emprego na categoria e alinhar estratégias para a segunda rodada de negociação com a Fenaban, que acontece nesta terça-feira.


A defesa do emprego é uma das principais pautas da Campanha Nacional, de acordo com a Consulta Nacional dos Bancários.


Os dados apresentados pelo Dieese, com base nas informações atualizadas da RAIS, evidenciam o avanço do processo de enxugamento do setor bancário.


Entre 2015 e 2025, o número de agências bancárias tradicionais passou de 22.786 para 14.233, redução de 37,5% ou 8,6 mil unidades.


Enquanto a redução no número de agências dos bancos públicos foi de 17%, a queda na quantidade de agências de bancos privados caiu 53%.


O levantamento também mostra que:


Entre 2024 e 2025, foram eliminados mais de 8 mil postos de trabalho.


A partir de 2020, com a intensificação da digitalização dos serviços financeiros, o setor

bancário fechou 31,3 mil postos de trabalho até abril de 2026, dos quais aproximadamente

25 mil eram ocupados por mulheres.


Nos últimos dez anos, o setor bancário reduziu em 87.756 o número de postos de trabalho.


Nos bancos públicos, durante os governos Temer e Bolsonaro, houve a redução de mais de 50 mil postos de trabalho.


Embora a utilização dos canais digitais tenha aumentado significativamente, o volume de operações realizadas nas agências permanece elevado.


Como essa demanda não diminuiu na mesma proporção do fechamento de unidades e da eliminação de postos de trabalho, o resultado é a intensificação da sobrecarga sobre os bancários, reforçando a necessidade de preservar os empregos e ampliar as contratações.


Já nos bancos privados, o número de caixas foi reduzido em cerca de 50% na última década, impactando diretamente as condições de atendimento à população.


Durante a reunião, também foram debatidos temas como a terceirização fraudulenta praticada pelo Santander, a redução da rede de agências nos pequenos e médios municípios e a crescente precarização do atendimento bancário.


Nesta terça-feira, 7, o Comando Nacional volta à mesa de negociação com a Fenaban para a segunda rodada de debates da Campanha Nacional.


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