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Comando Nacional e Fenaban debatem igualdade de oportunidades e endividamento da categoria


Na terceira rodada de negociações da mesa de igualdade de oportunidades, realizada na quinta-feira (16), o Comando Nacional dos Bancários apresentou à Fenaban propostas para combater desigualdades salariais e ampliar oportunidades para mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência (PCDs). O encontro também discutiu o crescente endividamento da categoria.


Dados do Dieese mostram que, desde 2020, 25,5 mil postos ocupados por mulheres foram extintos. Embora representem 44% das admissões, elas responderam por 49% dos desligamentos e recebem, em média, 8,4% menos que os homens. Já trabalhadores negros ganham 18,5% menos do que os brancos.


O Comando também cobrou a assinatura de um protocolo de combate ao racismo e ao assédio, inclusive quando praticados por clientes, além da ampliação das contratações e da inclusão de PCDs e trabalhadores neurodivergentes.


O bancos propuseram ampliar os canais existentes para denúncias de racismo.


Sobre a proposta de adoção da jornada 4x3, tema abordado na primeiras rodadas de negociações, os bancos propuseram convidar Renata Rivetti, fundadora da Reconnect Happiness at Work (empresa que trouxe o piloto da semana de quatro dias para o Brasil) para colaborar no debate entre o Comando e a Fenaban.


Sobre o endividamento, o Dieese destacou que os índices seguem elevados desde 2020. Atualmente, o Brasil soma 83,5 milhões de inadimplentes, quase metade com dívidas em instituições financeiras.


A Fenaban afirmou estar disposta a avançar nas discussões sobre igualdade de oportunidades, especialmente nas áreas de TI.


Sobre o crescimento do endividamento na categoria, os bancos informaram que deverão analisar a questão e retomar o debate nas próximas reuniões.


Para o presidente do Sintrafi Florianópolis, Cleberson Pacheco Eichholz, a mobilização da categoria será fundamental para garantir avanços concretos nas negociações.


“Para transformar nossas reivindicações em conquistas concretas, é fundamental que os bancários e as bancárias estejam mobilizados e participem das atividades, debates e ações da Campanha Nacional. A força da negociação está diretamente relacionada à capacidade de organização e mobilização da categoria. Quanto maior a nossa participação, maior será a pressão sobre os bancos para avançarmos na igualdade de oportunidades, nas condições de trabalho e na defesa dos direitos de toda a categoria”, afirma.


Já o coordenador da Fetrafi-SC, Marco Silvano, destaca a distância entre o discurso dos bancos e a realidade vivida nos locais de trabalho.


“Os bancos precisam transformar seus discursos em práticas concretas. Não basta falar em igualdade de oportunidades se, na realidade, ainda convivemos com desigualdades salariais, dificuldades de acesso e situações de discriminação e assédio. É fundamental avançarmos na construção de ambientes de trabalho mais justos e inclusivos”, afirma.

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