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Entre a civilização e a barbárie: por que votar no dia 25

há 25 minutos
2 min de leitura

Frequentemente, encontramos no YouTube vídeos que comparam capitalismo e socialismo recorrendo a simplificações, espantalhos ideológicos e falsas equivalências. O objetivo parece ser menos compreender a realidade do que conquistar audiência, alimentar polarizações ou defender acriticamente determinado sistema econômico.


O debate relevante não consiste em escolher entre modelos abstratos, mas em discutir que sociedade queremos construir, quem se beneficia do crescimento econômico e como a riqueza produzida deve ser distribuída.


Meio ambiente, direitos humanos e democracia


No campo ambiental, os riscos também são evidentes. O retrocesso nas políticas de proteção ambiental, o enfraquecimento da fiscalização na Amazônia e a aproximação com setores negacionistas do clima ameaçam não apenas as riquezas e o patrimônio natural brasileiro, mas também as condições de vida das próximas gerações e o papel do país diante dos desafios ambientais globais.


O mesmo vale para os direitos humanos e a diversidade. A experiência anterior do bolsonarismo oferece elementos concretos para avaliar os riscos de uma política baseada no punitivismo, no autoritarismo e no tensionamento moral permanente.


Sob o discurso da segurança e da defesa de valores tradicionais, minorias étnicas, povos originários e a comunidade LGBTQIA+ tornam-se alvos de discursos discriminatórios e de iniciativas que ameaçam direitos conquistados.


Não estamos, portanto, diante de uma disputa meramente ideológica, muito menos de uma discussão acadêmica sobre os rótulos de capitalismo e socialismo.


A eleição do dia 25 diz respeito à vida real da população brasileira, aos seus direitos, ao seu trabalho e às condições de vida das próximas gerações.


Trata-se de decidir se queremos um país que combine desenvolvimento econômico com justiça social, liberdade, democracia, proteção ambiental e valorização do trabalho ou se aceitaremos um projeto que concentra renda, enfraquece direitos e transforma a desigualdade em consequência das escolhas políticas.

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