Financiários aprovam proposta da Fenacrefi com 88,2% dos votos
Assembleias realizadas nos dias 8 e 9 de outubro aprovaram a proposta negociada na Campanha Nacional 2026, após um dia de intensas negociações e avanços nas cláusulas econômicas e sociais

As assembleias realizadas nos dias 8 e 9 de outubro aprovaram, com 88,2% dos votos, a proposta apresentada pela Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) para a Campanha Nacional dos Financiários 2026.
A aprovação ocorreu após um longo processo de negociação entre a representação dos trabalhadores e a federação patronal, marcado pela rejeição da proposta inicial e pela pressão da comissão dos financiários por avanços nas cláusulas econômicas e sociais.
Durante as rodadas de negociação, a representação dos trabalhadores cobrou melhorias nas condições de trabalho, regulamentação do teletrabalho, garantia do direito à desconexão, gestão ética das novas tecnologias e medidas relacionadas à saúde e à prevenção de riscos psicossociais, entre outros pontos.
Para Jair Alves, diretor executivo da Contraf-CUT e coordenador da Comissão Nacional dos Financiários, o resultado demonstra a importância da organização coletiva e da participação da categoria nas decisões sobre seus direitos. “A aprovação nas assembleias é resultado de um processo de negociação que exigiu muita disposição e firmeza da representação dos trabalhadores. A comissão levou à mesa as reivindicações da categoria, rejeitou propostas insuficientes e pressionou por avanços. A participação dos financiários nas assembleias foi fundamental para fortalecer a organização coletiva e a luta por melhores condições de trabalho e remuneração.”
Avanços conquistados na negociação
Entre os principais pontos discutidos durante as negociações estiveram a inclusão de uma cláusula sobre teletrabalho na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), a gestão ética da tecnologia nas relações de trabalho e a garantia do direito à desconexão.
Também foram debatidas medidas de prevenção dos riscos psicossociais, com a previsão de mecanismos de participação e acompanhamento da implementação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1).
Na parte econômica, a representação dos trabalhadores pressionou por melhorias na proposta de reajuste, buscando avanços que contemplassem as reivindicações apresentadas pela categoria.
Segundo Talita Régia, secretária de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, o processo negocial reforça a importância de uma representação comprometida com as demandas dos trabalhadores. “Nosso compromisso foi defender a pauta construída pela categoria e buscar avanços em cada etapa da negociação. A aprovação por 88,2% demonstra que conseguimos atingir esse objetivo”, disse. “Seguimos com o compromisso de acompanhar o cumprimento dos direitos conquistados e de continuar lutando por melhores condições de trabalho e valorização profissional.”
Fonte: Contraf-CUT


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