Negociação do Banco do Brasil segue sem avanço nas principais reivindicações
- daianicerezer
- há 56 minutos
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Na oitava rodada, representação das funcionárias e dos funcionários do Banco do Brasil cobrou respostas do banco para demandas prioritárias; banco apresentou avanços para os PCDs

A Comissão de Empresa das Funcionárias e dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) voltou a se reunir com a direção do banco na noite desta terça-feira (25), logo após o encontro entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, que ocupou todo o dia. A reunião marcou a oitava rodada de negociação específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026.
Durante o encontro, a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, reforçou as propostas apresentadas pela representação das funcionárias e dos funcionários, com destaque para a situação financeira da Cassi e a necessidade de realização de concurso público.
Sobre a Cassi, Fernanda defendeu uma solução emergencial para enfrentar a atual insuficiência de recursos da Caixa de Assistência. A proposta apresentada prevê a realização de um aporte ou adiantamento imediato, independentemente da possibilidade de, neste momento, haver uma reforma estatutária ou a adoção de outra medida estrutural.
A coordenadora ressaltou a necessidade de uma resposta urgente do Banco do Brasil, com a garantia de recursos ainda no mês de agosto, para assegurar o cumprimento dos compromissos assumidos pela Cassi. “A situação da Cassi exige uma resposta imediata. Não podemos esperar a definição de uma solução estrutural enquanto há uma insuficiência de recursos que precisa ser enfrentada agora. Por isso, reforçamos a necessidade de um aporte ou adiantamento emergencial, ainda no mês de agosto, para garantir os recursos necessários ao cumprimento dos compromissos da Caixa de Assistência”, afirmou Fernanda Lopes.
A direção do Banco do Brasil, por sua vez, reconheceu a preocupação com a situação da Cassi, mas não apresentou uma solução concreta para a reivindicação.
Concurso público para 2027
Outro ponto reforçado pela CEBB foi a necessidade de o Banco do Brasil assumir formalmente o compromisso de encaminhar à Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) uma proposta para a realização de concurso público em 2027.
Fernanda destacou, especialmente, a sobrecarga de trabalho enfrentada pelas funcionárias e pelos funcionários em todo o país. Para a representação sindical, mesmo diante das dificuldades e limitações do atual exercício, é fundamental que o banco comece a planejar a recomposição do quadro de pessoal. “A sobrecarga de trabalho é uma realidade que precisa ser enfrentada. Estamos cobrando que o Banco do Brasil assuma, na mesa de negociação, o compromisso de encaminhar à SEST a proposta de realização de concurso público em 2027. O planejamento precisa começar agora, porque as necessidades das unidades e das equipes não podem continuar sendo resolvidas apenas com remanejamentos”, ressaltou a coordenadora da CEBB.
Segundo o representante do banco, neste momento não há previsibilidade para a realização de um novo concurso. A direção afirmou que possui uma capacidade de pessoal superior à demanda atual e que a prioridade é realizar o remanejamento dos quadros existentes antes de discutir a abertura de novas vagas.
Agro e inadimplência
A direção do Banco do Brasil também realizou uma apresentação sobre o setor do agronegócio e afirmou que a instituição atravessa um momento delicado em razão do aumento da inadimplência.
Além disso, o banco apresentou devolutivas para algumas das reivindicações encaminhadas pela representação das funcionárias e dos funcionários, especialmente relacionadas às pessoas com deficiência e seus dependentes.
O PAS, Programa de Apoio à Mobilidade de Dependentes PCDs, que concede antecipação salarial para aquisição de veículos de até R$ 100 mil, com prazo de pagamento de até 96 meses e limite correspondente a 12 salários, será ampliado para pais e mães de dependentes PCDs. Segundo os dados apresentados, a medida passa de 3.404 para 7.271 pessoas.
Outra devolutiva diz respeito às ausências autorizadas. Atualmente, funcionárias e funcionários com deficiência têm direito a duas jornadas de trabalho por ano para adquirir ou reparar seus equipamentos. A proposta apresentada pelo banco amplia esse número para cinco jornadas anuais.
A CEBB seguirá analisando as devolutivas apresentadas pela direção do Banco do Brasil e cobrando respostas concretas para as reivindicações prioritárias da categoria, melhorias no Plano de Cargos e Salários, aumento no piso, sustentabilidade da Cassi e recomposição do quadro de pessoal.
Fonte: Contraf-CUT


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