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Sintrafi Floripa participou de reunião com Fenaban que debateu adoecimento e condições de trabalho

Atualizado: 4 de dez. de 2023


Foi realizada nesta sexta-feira, 24 de novembro, mais uma mesa bipartite de negociação entre o Coletivo Nacional de Saúde da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e a Fenaban (federação dos bancos).


“Avaliamos que a negociação foi positiva, pois tivemos a assinatura dos bancos presentes do aditivo da cláusula 61. Os bancos assumirem um compromisso pela construção de soluções foi muito importante. São fundamentais melhorias na apuração e no reconhecimento das denúncias como procedentes”, ressalta Jozi Mello secretária de Saúde e Condições de Trabalho do Sintrafi Floripa, destacando ainda que houve o compromisso para aprofundamento dos debates sobre as cláusulas de Saúde, com vistas ao aprimoramento dos textos para a próxima negociação nacional.


Na reunião, Jozi também destacou a importância de um olhar especial para gestores de equipe (gerentes gerais) que estão adoecendo e adoecem toda a equipe, segundo a Secretaria de Saúde do Sintrafi, que participou da mesa representando Santa Catarina, a pauta será melhor debatida na próxima reunião.


Aditivo da cláusula 61

Na ocasião, os bancos presentes na reunião – BB, Santander, Itaú, Caixa, Citibank assinaram o aditivo da cláusula 61 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que trata da prevenção de conflitos nos locais de trabalho e canais de denúncia. Também foi anunciada a assinatura do aditivo pelos bancos Votorantim e Safra, que não estavam representados na reunião.

Os bancos se comprometeram, na próxima reunião da mesa bipartite, a discutir pontos colocados para aperfeiçoamento da cláusula, assim como a avaliação semestral do número de denúncias.

Denúncias

Foi feita também a apresentação dos números dos canais denúncias, previsto na cláusula 61 da CCT. O Coletivo Nacional de Saúde da Contraf-CUT questionou os bancos sobre a falta de sigilo na apuração, o prazo longo para retorno, e a não participação dos sindicatos no processo de apuração.

Cláusulas 29 e 65

Os representantes dos bancários seguiram cobrando o cumprimento das cláusula 29, que trata da antecipação salarial; e da cláusula 65, do adiantamento emergencial; sem que seja realizado nenhum desconto ao trabalhador sem que o mesmo tenha recebido o benefício do INSS.

Os bancos alegaram que realizam os descontos das antecipações salariais por não possuírem informações dos trabalhadores sobre os resultados de perícias e recursos no INSS.

Os representantes dos bancários contra argumentaram afirmando que a falta destas informações é resultado da ausência de um fluxo de acolhimento e orientação por parte dos bancos ao trabalhador adoecido, que fica desamparado, sem saber como proceder junto ao INSS e quais informações precisa enviar ao banco.

Na última reunião sobre o tema com a Fenaban, o Coletivo Nacional de Saúde da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) propôs um fluxo a ser adotado pelos bancos nesse sentido.

Campanha de Vacinação

Os bancos informaram que a campanha de imunização, com a vacina quadrivalente, será realizada entre abril e junho de 2024.

Números sobre adoecimento

Os representantes dos bancários reforçaram a cobrança pela apresentação dos números de adoecimento da categoria, por meio do relatório do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), previsto na NR-7.

Suicídios

Os bancos apresentaram números de suicídios na população geral, enfatizando causas multifatoriais.

Por sua vez, os representantes dos bancários trouxeram para a mesa exemplos de trabalhadores que se suicidaram e se automutilaram por decorrência da cobrança absurda por metas abusivas e pelo assédio moral.

Ficou acertado a realização em conjunto – entidades representativas dos bancários e Fenaban – de um seminário para abordar o tema e debater estratégias de prevenção.

Ar-condicionado

Os bancários cobraram da Fenaban a questão da falta de manutenção e renovação dos aparelhos de ar-condicionado em agências e departamentos, que todas as vezes que as temperaturas aumentam costumam apresentar defeitos. Um problema que se repete todos os anos e coloca a saúde de bancários e clientes em risco.

Foi lembrado que os bancários propuseram, na Campanha Nacional Unificada de 2022, cláusula para assegurar a manutenção e renovação dos equipamentos, garantindo ambientes ventilados, de forma que a saúde dos trabalhadores fosse preservada, mas a mesma não foi incluída na CCT.

Próximas reuniões

As próximas reuniões da mesa bipartite ficaram marcadas para a segunda quinzena de janeiro, e segunda semana de fevereiro.

Ficou acertado o seguinte roteiro de temas para debate: cláusula 61 (prevenção de conflitos); emissão de CAT; PCMSO; e saúde mental.



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