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Debate sobre o futuro da FUSESC reúne candidatos à representação dos trabalhadores


O futuro da FUSESC, entidade que reúne trabalhadores do Banco do Brasil oriundos do antigo BESC — esteve no centro de um debate promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Florianópolis e Região (SINTRAFI Floripa).



O primeiro debate entre candidatos a gerir o Plano na história da Fundação reuniu dois dos três candidatos que disputam a representação dos trabalhadores na entidade: Jean Sonza, da Chapa 2 – Nossa Fusesc, Nosso Futuro, e José Rosa Santos, da Chapa 3 – Fusesc Forte e Transparente. O candidato da Chapa 1 não participou do debate.


Ao longo do encontro, os candidatos apresentaram propostas e posições sobre os principais desafios enfrentados pela FUSESC e pelos seus participantes, ativos e aposentados, especialmente em relação à governança, aos investimentos, à sustentabilidade dos planos e às discussões envolvendo o futuro da gestão previdenciária dos egressos do BESC. O evento contou também com a participação do público que acompanhou o evento pelo canal do sindicato no Youtube e pode enviar suas perguntas aos candidatos.

Independência e governança

A necessidade de uma gestão independente e comprometida prioritariamente com os interesses dos participantes esteve entre os principais pontos de convergência.



Jean Sonza defendeu uma atuação de caráter técnico e independente em relação ao Banco do Brasil. Para o candidato, é necessário preservar a autonomia dos órgãos de governança da FUSESC e evitar alinhamentos que possam comprometer os interesses dos participantes, especialmente diante dos potenciais conflitos de interesse existentes em uma entidade multipatrocinada.


José Rosa Santos também destacou a importância da independência da FUSESC, mas ressaltou a necessidade de manter um diálogo permanente e institucional com a patrocinadora. Na avaliação do candidato, a interlocução com o Banco do Brasil é fundamental para buscar soluções para questões que permanecem pendentes há anos e para construir melhorias nos planos de benefícios.


Investimentos e sustentabilidade dos planos


A situação financeira dos planos também ganhou destaque. Os dois candidatos ressaltaram que os planos atualmente apresentam situação superavitária, mas divergiram quanto às estratégias para administrar os investimentos e ampliar as possibilidades para os participantes.


Jean Sonza defendeu maior flexibilidade na política de investimentos, com a possibilidade de criação de diferentes perfis de aplicação, como opções mais conservadoras ou mais arrojadas. A proposta considera que os participantes possuem necessidades distintas conforme o momento de sua trajetória previdenciária — seja na fase de acumulação, seja durante o recebimento do benefício.


José Rosa Santos enfatizou a necessidade de uma política de investimentos diversificada, porém prudente, com forte presença da renda fixa. Também defendeu a modernização do acompanhamento dos investimentos, permitindo que cada participante tenha acesso, por meio de aplicativo, às informações sobre a rentabilidade de sua cota de maneira mais frequente e transparente.


O futuro dos egressos do BESC

Um dos momentos de maior atenção do debate envolveu as discussões sobre possíveis mudanças na gestão dos planos e a eventual migração de participantes da FUSESC para a Previ.


Jean Sonza apresentou posição fortemente contrária à migração. O candidato alertou para os possíveis impactos financeiros de uma transferência, mencionando, entre os riscos a serem avaliados, os efeitos da marcação a mercado sobre os ativos e a possibilidade de redução dos saldos dos participantes em determinadas condições.


José Rosa Santos afirmou que sua prioridade é garantir uma FUSESC forte, sustentável e independente. Ao mesmo tempo, destacou que qualquer eventual processo de migração ou alteração estrutural deve ser submetido à avaliação dos trabalhadores e respeitar rigorosamente a vontade da maioria dos participantes.


O tema foi tratado como uma das questões estratégicas para o futuro da entidade, diante do impacto que decisões dessa natureza podem produzir sobre o patrimônio previdenciário acumulado pelos trabalhadores ao longo de décadas.


Mais participação e transparência

A necessidade de aproximar a FUSESC de seus associados também esteve presente nas propostas apresentadas.


A Chapa 3 propôs a criação de conselhos regionais consultivos, com o objetivo de ampliar a participação dos trabalhadores do interior nas discussões da entidade e estabelecer novos canais de diálogo com a diretoria. José Rosa também defendeu a implantação de um aplicativo com funcionalidades voltadas à comunicação e ao acompanhamento das informações previdenciárias.


Já a Chapa 2 apresentou a iniciativa “Fale com o Superintendente”, como mecanismo para estabelecer um canal direto de escuta dos participantes. Jean Sonza também destacou a necessidade de ampliar as ações de educação previdenciária, para que trabalhadores e aposentados tenham melhores condições de compreender seus direitos, seus planos e as decisões que envolvem seu patrimônio.


Eleição definirá os próximos quatro anos

Ao final, o debate reforçou a importância da participação dos associados da FUSESC no processo eleitoral. A escolha dos representantes dos trabalhadores terá impacto direto sobre a condução da entidade e sobre as decisões relacionadas à gestão do patrimônio previdenciário da categoria pelos próximos quatro anos.


Para além das propostas individuais apresentadas pelos candidatos, o encontro evidenciou que temas como independência, transparência, sustentabilidade dos planos, segurança dos investimentos, participação dos associados e o futuro dos planos dos egressos do BESC estarão entre os principais desafios da próxima gestão.


A participação de ativos e aposentados nas eleições, portanto, será fundamental para definir os rumos da FUSESC e a forma como os interesses dos participantes serão defendidos nos espaços de governança da entidade. Acompanhe o video do debate na integra: DEBATE ENTRE OS CANDIDATOS A REPRESENTANTE DOS TRABALHADORES NA FUSESC

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